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domingo, 26 janeiro 2020 19:30:00

Cruz Vermelha de Braga precisa de apoios para reabilitar sede

NOTICIA 1  - SEGUNDA 16 SETEMBRO 2019

Cruz Vermelha de Braga precisa de apoios para reabilitar sede

 

As obras de reabilitação da sede da delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa, na Av. 31 de Janeiro, precisam do apoio de toda a comunidade civil e empresarial. As obras vão arrancar brevemente e o presidente Armando Osório aponta para a inauguração dentro de um ano, a tempo da celebração dos 150 anos da instituição.

As obras eram mais do que uma necessidade, uma vez que a sede da Cruz Vermelha está completamente degradada e sem quaisquer condições para o funcionamento dos vários serviços que disponibiliza à comunidade, respondendo, sobretudo, aos mais vulneráveis.

Depois de terem sido dadas as condições necessárias, o projeto avançou, prevendo-se um investimento de 1 milhão e 200 mil euros, sendo metade do investimento previsto será pago sem juros e durante 20 anos, através do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU 2020).

“Esta possibilidade é já uma grande ajuda para nós, sendo que a outra metade do investi- mento teremos que recorrer à banca e pagar os juros”, indicou Armando Osório ao jornal ‘Correio do Minho’.

“Deixamos o desafio à comunidade e empresas de Braga para que nos dêem o apoio para a realização deste projeto com aquilo que puderem, pois o nosso objetivo é conseguir baixar o valor dos empréstimos bancários, no sentido de que a ‘fatura’ que fiquemos a pagar mensalmente possa ser mais baixa”.

Há já algumas empresas locais que estão a apoiar esta causa humanitária desde o projeto de arquitetura e execução a materiais para a construção como empresas de serralharia e alumínios. Mas é preciso mais.

É já no final do mês que será selecionada a empresa que vai avançar logo de seguida com a 1.ª fase da intervenção, com demolições, escavações e consolidação das paredes exteriores, já que o projeto prevê que as fachadas do edifício sejam preservadas.

“Enquanto decorrer a primeira fase das obras - que esperamos que esteja concluída em Janeiro do próximo ano iremos lançar o concurso público para a 2.ª fase da empreitada e gostaríamos que a inauguração pudesse ocorrer aquando da celebração dos 150 anos desta casa”, apontou o presidente da Cruz Vermelha. “Neste momento estamos a fazer todos os contactos possíveis para que a comunidade e empresas nos ajudem a concretizar esta empreitada, porque esta é uma instituição centenária da cidade, que leva a cabo um importante trabalho junto da sua comunidade, sobretudo junto daqueles com maiores carências e que precisam de amparo”.

Para garantir “total transparência e uma eficaz aplicação dos recursos”, a Cruz Vermelha de Braga vai contar com o empenho de um Grupo de Apoio, coordenado pelo professor Carlos Bernardo, acompanhado por António Murta, Arminda Cunha, Carlos Oliveira, Jorge Batista, José Luís Rocha, José Teixeira, Ricardo Gonçalves, Rui Morais e Carlos Bernardo.

“Este Grupo de Apoio vai acompanhar toda a gestão da obra, dando o seu apoio técnico, financeiro e jurídico”, indicou o presidente da delegação de Braga da Cruz Vermelha. Mas não só. No site oficial da instituição há uma página, denominada de ‘Transparência’, que vai anunciando todos os donativos que vão chegando, de acordo com as regras já estabelecidas pelo Grupo de Apoio. “O nosso objetivo é garantir a transparência da instituição ao longo de todo o processo e, através desta página, todas as pessoas terão a possibilidade acompanhar a gestão e os donativos feitos desta obra”, assinalou o presidente da Cruz Vermelha de Braga.

Quem quiser ajudar a instituição e dar o seu contributo, através da campanha ‘Braga com a Cruz Vermelha’, poderá fazê-lo através de ações mecenáticas; da doação de serviços e/ou materiais; de contribuições individuais entregues diretamente; pela participação em eventos de solidariedade ou por transferência bancária para a conta designada ‘Braga pela Cruz Vermelha’ (IBAN PT50 0033 000045244287539 05).

Todos os donativos serão enquadrados nos artigos 62.º e 63.º dos benefícios fiscais, com a emissão do respetivo recibo do- nativo, dedutível no IRS ou IRC, até cerca de 30 por cento. Quem fizer o donativo por transferência bancária para esta conta e quiser usufruir destes benefícios fiscais, deverá deixar o nome e dados fiscais. Em gesto de agradecimento a quem contribuir com valores superiores a 100 euros, a nova sede terá o nome da pessoa/instituição inscrito num painel de vidro a colocar na área de entrada.

Só em 2018, a Cruz Vermelha de Braga apoiou mais de 15 mil pessoas. Armando Osório aponta para o “enorme impacto” que a instituição tem na comunidade local, não só porque desenvolve, promove e inspira todas as formas de atividades humanitárias, mas também porque desempenha um importante papel ao nível da assistência humanitária e social.

Armando Osório, que chegou à instituição há oito anos, refere que só avançou agora com o projeto de reabilitação da sede porque até agora as verbas da instituição serviam, apenas, para cobrir dívidas antigas. Recursos esses que serão canalizados para a nova sede.

O novo edifício da Cruz Vermelha visa responder de forma mais eficaz às solicitações, conferindo maior dignidade aos utentes e colaboradores, aumentando a acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida, melhorando as condições, inclusive com mais e melhores salas de formação que possibilitarão capacitar também um maior número de pessoas, optimizando-se o “trabalho em rede”.

A “eficiência” do edifício possibilitará a redução dos custos de funcionamento, nomeadamente com a diminuição dos custos energéticos, e permitirá a angariação de mais recursos com o aluguer das instalações a empresas e serviços

                                                                Diário do Minho | Marta Amaral Caldeira

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