Breve historial

Como tudo começou

Na sua edição de 21 de Novembro de 1915, o jornal local A Justiça na sessão preparatória, reúne no teatro Luísa Todi, para a formação duma delegação em Setúbal da benemérita instituição que é a Cruz Vermelha.

A delegação de Setúbal desta instituição benemérita foi oficialmente reconhecida a 18 de Janeiro de 1916, após a recolha de todas as assinaturas, pelo então presidente nacional, o almirante Domingos Tasso de Figueiredo.

Após a eleição dos corpos gerentes, a 5 de Fevereiro de 1916, o Dr. João Severo Duarte da Silveira (1872-1944) presidiu à 1ª direcção, tendo como secretário Leonardo d’Apresentação Gomes e como tesoureiro Leonardo dos Santos Borges. Foi criada, uns dias depois, uma ambulância, estando inscritos 25 membros e 5 reservas, destacando-se o nome do jovem médico Dr. Galiano Esteves Vieira d’Abreu (1891-1969), oficial setubalense equiparado no Corpo Expedicionário Português.(...)

Apesar de tudo parecer estar a correr bem, os problemas para esta delegação foram fomentados após a declaração de guerra alemã a Portugal, a 9 de Março de 1916, visto que vários jovens maqueiros foram mobilizados para a França e para a Flandres para combaterem na Grande Guerra, partindo ao longo do ano seguinte.

(...) As dificuldades são evidentes (...) e as eleições para o triénio 1917-1919 definiram um novo corpo para a 2ª direcção, ficando António Joaquim Vieira da Silva na presidência, Luís Lança como secretário e mantendo-se Leonardo dos Santos Borges no cargo de tesoureiro.

(…) No ano da gripe pneumónica (1918) quando a Misericórdia de Setúbal arrenda, pela primeira vez, o espaço onde ainda hoje é a sede da delegação local (...) , a actividade humanitária da Cruz Vermelha surgiu através do pedido do administrador do concelho para que acompanhassem os médicos às pequenas povoações locais, no empréstimo do «camion» do presidente da delegação para o transporte dos médicos e no apoio dos maqueiros restantes no único hospital existente na época.

O Presidente da C.V.P. deu vários votos de louvor e medalhas ao corpo activo da delegação pela “coragem, disciplina e desinteresse pela própria vida com que trabalharam durante as epidemias de varíola e bronco-pneumonia que grandemente grassaram nesta cidade”. Após o debelar das epidemias, a delegação cresceu muito em sócios, passando de 167, em Janeiro de 1917, para 534 em Abril de 1919.

Excerto do texto “Os primeiros anos da delegação de Setúbal da Cruz Vermelha Portuguesa (1915-1919)” de Diogo Ferreira, Investigador em História Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

Com o passar dos anos, a Delegação de Setúbal, sentindo que a população necessitava de apoio em várias áreas da sua vida e que nomeadamente os idosos em isolamento, sobretudo nas zonas mais periféricas da cidade, necessitariam da nossa intervenção, foi criado o 1º protocolo com a Segurança Social, de Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) a idosos e/ou dependentes, numa fase inicial em 1998, apenas apoiando 25 utentes e actualmente apoiando 35 utentes.  A Delegação de Setúbal, também em 1998 iniciou a sua primeira acção de formação para Ajudantes Domiciliárias e algumas das formandas foram as nossas primeiras colaboradoras no SAD.

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